A árvore (The tree) talvez seja o conto mais significativo da primeira fase de Klober. Certamente é o que mais caracteriza esta fase. É possível encontrar nele as marcas que o diferenciariam dos libertinos, quase não podendo ser comparado aos mesmos, assim como suas tendências que o aproximam do realismo fantástico, corrente literária que sequer prenunciava sua existência à época. Borges diria em 75 que Klober "antecipou o surgimento da imaginação", revelando o profundo respeito que tinha pelo escritor.
Na construção do conto pode-se perceber que a semelhança de Klober com os realistas fantásticos não se dava apenas na utilização de situações absolutamente absurdas na composição de seus personagens ou como elemento narrativo, mas também na relação desses contextos fantásticos com o mito, porém com uma acepção claramente freudiana.
O carvalho que se torna homem seria utilizado inversamente por Gabriel Garcia Marques em "Cem anos de solidão", sem a relação que Klober fazia com o falo paterno.
Há na construção de "A árvore" o prenúncio de sua veia satírica. É célebre o caso, ocorrido exatamente à epoca do conto, da duquesa de Birmingham que havia passado duas semanas em cima de uma árvore, acometida de uma histeria súbita, curada pelo próprio Freud. A anologia do conto é clara.
Também o nome "Amelie" não foi escolhido por acaso: trata-se da jovem botânica que descobriu a raiz que traria a cura para a doença de Haisenfeld.
Quando escreveu "A árvore" Mark Klober tinha apenas 13 anos e já sua fama de sátiro, beberrão e depravado se espalhava por toda Londres. O conto foi publicado, junto com 5 outros, em uma edição totalmente precária, sob o selo da editora marginal "Gnosis" que operava em um subúrbio de Londres. A edição teve tiragem de 5.000 exemplares, dentre os quais 3.000 permaneceram nos porões da editora, por falta de pagamento.

Ótimas comparações Derbi. Ótima visão do conto.
Klober ficaria muito feliz em ler!
tu vê, né…
naquela época os piás de 13 anos escreviam essas coisas…
agora ficam só jogando playstation e tocando uma pensando na lara croft (ou seja lá quem for a musa do playstation agora).
êta, vida besta.
fiz um wordpress pra mim, mas tá meio palha. depois tu me dá uma mão?
Eu acho que ele não ficaria feliz, ele odiava ser incensado. Quando jornalistas vinham entrevistá-lo, corria eles com tiros de sal. Também detestava novas tecnologias. Até escrevia seua textos com pena e nanquim, em pergaminhos.
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é, tu vê só, antes eles escreviam coisas profundas e singelas e atacavam as oligarquias!!!
E aproveitavam pra tocar uma lendo tudo depois, heheheheehe
E manda teu endereço aí pra eu ver!!
como faz para as fotos ficarem pequenas???
a figura lá de cima tu vai em “presentation”, “custom image header” e muda. mas num outro template que escolhi, não consegui mudar…
pode atualizar meu link porque agora me mudei de vez eheheh
beijo!