O problema do cérebro
Fevereiro 26, 2008 de The Derbi
Sabem qual é a parte mais inútil do corpo humano? O orgão mais irritante e incompetente dessa máquina de carne desengonçada?
É o cérebro. Sim, esse campeão da evolução, essa conquista da humanidade, esse truque que fez de uma espécie sem qualquer possibilidade de adaptação a um ambiente hostil, os manda-chuvas do planeta. Sim, esse orgão de ouro, que segundo alguns nos torna a espécie mais evoluída e segundo alguns outros os escolhidos de uma entidade genitora de todas as coisas.
O problema dele é que ele simplesmente não para de pensar! Procuramos nos envolver com atividades de grupo e repetição de movimentos, ingerimos substâncias tóxicas que afetam seu funcionamento, tudo isso para que por alguns minutos essa maldita máquina pare de pensar. Tentamos a todo o custo anular essa especialização evolutiva para ao menos por algumas horas agirmos apenas por instinto, mas no nível da anulação das defesas está a perda da coordenação motora (pouco adiante, de todos os sentidos).
Maldita máquina de comparação. Não podemos, sequer por instantes, encarar objetivamente uma situação. Porque não podemos responder simplesmente à lógica dos hormônios e dos instintos? Porque, antes disso temos sempre que resgatar toda e qualquer informação sobre resultados anteriores e comparar, paralisando a ação pura?
Não precisamos mais de defesas como essa, deveriamos parar de encarar as interações como processos predatórios. Quantas vezes tua vida foi ameaçada por uma tentativa de aproximação a alguma pessoa? Quantas vezes um “não” te provocou ferimentos que arriscaram a tua existência? Porque precisamos então nos proteger de coisas que não podem nos atingir?
Porque desenvolvemos processos psicológicos de proteção? porque autoestima? qual a finalidade disso tudo?
E, finalmente, por que, quanto melhor se torna, mais eu tenho medo de tentar?
Ah macacos, continuem nas árvores!!!

As coisas podem nos atingir sim. Mais do que a gente assume, na verdade. Depois de um tempo a gente começa a responder a qualquer princípio de hostilidade com espasmos pavlovianos mesmo.
E eu ainda *insisto* em achar isso melhor do que ficar se ferrando todas as vezes. Veja bem: não é medo de viver, é prudência com a vida. Palavras mágicas fazem toda diferença na nossa vida…
Mas também existe a terceira via. Aquela onde você não é nem prudente e nem inconseqüente (não gosto de extremos)… Aquela em que você simplesmente É, independente do que for.
Negar a tudo e ir com a maré. Tem gente que chama de niilismo.. E é uma das coisas nas quais eu acredito. Veja bem, é niilismo, não cinismo! Pra mim funciona bem.
E cadê a tua terceira via onde você “não se importa”? Que pretensão boba essa de querer encarar uma situação objetivamente rapaz.. Tu não é disso que eu sei! Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que que tem? Eu não tô fazendo nada, você também… ;D
Como sempre tu tem razão Dorita!
Esse post é mais uma reclamação de velho bunda mole do que qualquer outra coisa, não acredito nisso mesmo!
Hahaahhahahahahah…
Mais um texto demasiado interessante. Estou pensando, pensando, pensando, pensando, pensando, tentando lembrar algum momento em que fiquei sem pensar. Não me recordo.
Bom, isso não me faz mal, apesar de algumas crises de excesso. Desde que em equlíbrio, para mim faz bem. E não afeta tanto minhas ações objetivas, apesar de intuitivamente fazer bastante sentido o ato com a falta de pensamento.
Grande abraço.
Olha, não posso revelar minhas fontes, mas de cadeira te digo: essa bosta não tem sentido nenhum. Ou a gente inventa um, ou tá fudido.