- Talvez devessemos desligar a força.
- Não seja estúpida, desligar a força implicaria desativar os produtores de oxigênio, morreríamos em quatro horas e 23 minutos eu, e você em 3 horas e 7 minutos. E de nada adiantaria, ficaríamos à deriva no espaço, em um setor inabitado.
- Bom, temos os controles manuais…
- A sala de comando mecânico está infectada pela doença, e mais, o computador não permitiria ser desligado.
- Não entendo porque isso tudo aconteceu. Vai contra todas as regras da exploração espacial mandar uma expedição tripulada para um local não registrado sem que todas as análises ambientais tenham sido realizadas. Remover os capacetes do uniforme nessas condições é ainda mais absurdo. O que deu no capitão para decidir isso? O que fez os demais seguir o exemplo sem questionar algo tão básico? E o que nos fez permitir que retornassem a espaçonave com a possibilidade de contaminação?
- Não tenho dados suficientes para formular respostas lógicas para suas perguntas, mas há uma hipótese. Podemos estar sob controle psiquico da entidade alienígena localizada nesse satélite. Na realidade, não sei mesmo porque formulei essa hipótese, já que não tenho quaisquer dados para corroborá-la, nem mesmo sabemos se a entidade é inteligente.
- E agora somos os únicos sobreviventes em uma nave à deriva, com a tripulação tomada por uma doença que os deixa irracionais e sedentos por sangue, e um supercomputador que adquiriu consciência e tenta nos eliminar. Aliás não entendo porque ele simplesmente não desliga os produtores de oxigênio.
- Nada faz sentido…
- Oh! estou com tesão. Por favor, me possua! Quero sentir sua pica enorme me penetrando!
- Oh sim! tire seu uniforme protetor, sempre quis te enrabar, sua puta!
- Oh seu pau é enorme! Oh! está me rasgando por dentro! Oh! porque estamos fazendo isso? Eu nunca quis dar para você! E porque estou falando dessa forma ridícula? Oh sim, não pare!
- Oh, você é uma puta tão apertadinha! Não faço a menor idéia de como isso está acontecendo! Sou um ciborgue, minha programação exclui esses impulsos animais típicos dos humanóides, não há lógica nisso tudo. Oh seu rabo é divino!
- Oh mete fundo! Não pare! Tudo isso que está acontecendo conosco, todos esses clichês, que falamos e toda essa situação, tudo parece extraído de um daqueles livros de ficção científica da antiguidade na terra. Toda a falta de sentido. Oh! Que gostoso!
- Sim, vadia! Você gosta de dar o rabo não? Parece que somos personagens de uma história, idealizada por um escritor medíocre e pervertido, cheia de clichês, pontas soltas e absurdos, totalmente inverossímil. Você lembra de algo de sua vida antes disso tudo acontecer? eu não!
- Eu adoro! Isso, não pare! Oh! Eu também não! A coisa toda é muito ridícula. Até mesmo o fato de termos consciência do absurdo em que estamos envolvidos e toda essa falta de sequência, é… bem, um recurso metalinguístico tão batido. Deve haver zilhões de histórias utilizando isso e…
- Oh meu deus! eu vou gozar!! Oh você é tão maravilhosa! estou quase lá!!
- Oh sim! Eu também! Sinto que vai ser o maior orgasmo que já tive! Oh sim!
- Gozaremos juntos meu amor!! Em sinal de protesto contra toda essa mediocridade narrativa!
- Oh sim! Vai ser maravilhoso! Estou chegando!! Estou cheg…
FIM
HEHEHE.
Sacaneei eles!!

enquanto lia jurava que era um texto de Klober!!
Muito bom!!!
Derbi, tu é doente cara
bizarro… mas gostei do “sacaneei eles!”
hahha