É a velha letargia que atinge os ossos novamente. É uma espécie de desespero, na acepção do termo, desesperar = perder a esperança. Reações histéricas não são verdadeiramente desesperadas, nelas, de alguma forma, se espera que os gritos sejam ouvidos.
Desespero é não gritar mais por entender que não adianta. É se entregar ao vício da apatia, ao conforto da conformidade. É encontrar uma porta fechada e não querer abrir, não se importar com o que há do outro lado. É dar crédito ao fato racional e cruel de que nunca se chega ao horizonte. Isso é desespero real e é disso que eu tenho mais medo!

“Eu não falo de dor, eu falo da estranha sensação que é não sentir nada…”