Não sei qual o motivo de tanto alarde, as pessoas reagem assim só porque desconhecem as causas, se pensassem mais no porquê de coisas como essa acontecerem, chegariam a conclusão de que isso não é nada mais do que o esperado.
Situações como essa ocorrem todos os anos nos mais diversos lugares do mundo. O fato não está associado às causas fantásticas suscitadas por mentes fantasiosas e sim, à ocorrência natural de inúmeros fatores.
Eu poderia discorrer longamente sobre cada um dos fatores que provocaram o ocorrido, mas essa exposição de eventos corriqueiros não é necessária. Cada um pode (e vai) imaginar por si próprio as causas, tendo em mente que não passa de uma manifestação típica e até previsível de um fenômeno bastante conhecido e em geral de pouca importância.
A realidade é que quando algo tão absolutamente banal toma proporções tão catastróficas, como no caso em questão, a tendência geral é deixar de lado a explicação racional e retornar ao velho modelo de crenças e superstições. É difícil imaginar que algo que nos acompanha diariamente, algo sem o qual praticamente não se sustentariam as sociedades contemporâneas, que de tão conhecido e banal chega a ser ignorado pelas pessoas, possa ser a causa de toda essa situação calamitosa e, na busca de explicações (para não dizer culpados), a sociedade prefere ignorar o óbvio: que a tragédia foi causada por sua própria imperícia em controlar algo que lhe parecia totalmente previsível.
Obviamente alguém terá que se responsabilizar pelos danos! E isso será debitado na conta de toda a sociedade. Com algumas ressalvas, essa é a única medida justa na presente situação. E há como acreditar que um parlamentar com o peso de um mandato no senado possa ter proferido palavras contrárias a idenização das famílias? Senador, que vergonha! Mas o que esperar de uma pessoa que já se demonstrou várias vezes favorável à manutenção daquela que foi a causa principal de tudo isso? Que valor tem para a sociedade esse tipo de representação política?
Inegavelmente há interesses excusos envolvendo os eventos que chocaram o mundo essa semana. A dimensão desses interesses e quais são os dividendos disputados ainda é nebulosa. Mas certamente alguém sairá lucrando com a dor de tantas pessoas.
A pergunta que fica é, o que aconteceu poderia ser evitado? Poderia ser medido e previsto? A resposta a essa pergunta também é bastante óbvia. Se o ambiente contento os fatores necessários para desencadear o processo era conhecido, ele poderia ter sido evitado! E essa conjuntura, como já foi dito, era conhecida de praticamente todas as pessoas que vivem em centros urbanos hoje. Logo, a precaução era não só possível como necessária! Isso nos trás de volta o questionamento do filósofo: “temos mesmo segurança do que sabemos?”
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