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Archive for setembro \26\UTC 2005

Sem inspiração pra títulos de posts eu peguei uma mania curiosa ultimamente: abrir uma pasta aleatória das minhas mp3 e pegar o título da primeira que me chamar a atenção, essa é do Frusciante, do Shadows Colide With People, não é a melhor música dele, mas como eu já disse, o que importa é o título, na verdade estou ouvindo Arcade Fire agora.

São as estrelas mesmo bonitas ou são os nossos olhos que as tornam especiais? Quero estrelas agora, estrelas e um café irlandês. Nunca tomei um, nem sei se vou gostar. É só mais uma daquelas idealizações que fazemos pra escapar da crueldade de um nescafé com leite. De qualquer forma, o sol insiste em brilhar lá fora… who loves the sun? e de qualquer forma, café irlandês tem whisky, então provavelmente eu vá gostar.

Talvez a melhor forma de entender as estrelas seja pensá-las como pensamos as pedras, sem paixão. Daí talvez percebamos toda sua real grandeza. Ao fitá-las com paixão a única coisa que vemos realmente são nossas fantasias a seu respeito, nossa incapacidade de compreensão tornando as coisas muito maiores do que realmente são. São nossos próprios olhos que vemos refletidos. Desfocando a realidade.

Cadê meu café irlandês?

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No new tale to tell…

Devo desligar o rádio? é a décima terceira vez que ouço a mesma seleção de músicas do Velvet. Eles são bons, mas 13 vezes?

13 é um número cabalístico. Sim o título é Love And Rockets. Sim, é batido usar nomes de músicas em títulos de blog. Sim, os anos oitenta ja passaram. Sim, deixaram coisa bem melhor que Love and Rockets. Sim, a maioria dos blogs são mais interessantes que este, apesar de não serem nada interessantes. Sim, não dou a mínima para o que você acha. Sim, a minha mãe vai muito bem, obrigado.

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You go to my head…

You go to my head
You linger like a haunting refrain
And I find you spinning round
In my brain
Like the bubbles in a glass of champagne
You go to my head
[. . .]
You go to my head with a smile
That make my temperature rise
Like a summer with a thosand Julys
You intoxicate my soul with your eyes

Vassouras e esfregões são mais humanos do que a maioria dos seres humanos. Poetas e musas são estados perfeitos que nós apenas podemos estar e nunca ser, dependem da posição dos ventos. A dança é a única forma de estar os dois… nunca aprendi a dançar… mas sei estalar os dedos…

Olhar e não ver é o estado normal das pessoas, ultrapassar essa barreira, enxergar além do que a visão alcança, é para iniciados.

Sim ana, somos paradoxais. Nos sonhos eu tenho asas e constantemente sobrevôo Alexandria, Alexandria e a Biblioteca de Babel. Lá asas não tem muita utilidade. As asas de lá são de outro material, abstratas, absurdas e incoerentes. Somente os bibliotecários hierofantes tem as asas certas. E nos guiam por estantes infinitas com todos os sonhos ainda não sonhados, até que Morpheus nos traga de volta. Na verdade eu nunca entrei lá também, só espiei pela fechadura. Também sou feito de silêncios e escuros intercalados, a meia luz me cega as vezes.

Bom, tu não toca violão e eu não sei dançar, o que mais há para confessar?

All you took
I gladly gave
There's nothing left for me to save

All of me

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Então era tudo pegadinha, RáRáRá. Muito engraçado, mas ao menos terei férias de verdade.

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Hoje eu li o blog da Ana. Deus do céu (se existir um, céu ou deus) estou com vergonha das letras depois do que li!!! não sei usá-las, qualquer junção desses símbolos parece uma tosca pichação em um muro mijado e fedorento depois de ler os Vícios dela!!!

Ana, quando eu te vi na biblioteca aquele dia eu logo pensei à respeito desses teus lindos olhos : Ela quer devorar o mundo! E então eu fiquei com medo, medo de ser rapidamente esgotado por eles, de ser tragado como a fumaça da cidade que tu experimenta e brinca. Medo de ser entendido por eles e não sobrar nada, nenhum dos mistérios que insistimos em esconder e manter assim. Ela não fala muito, e aqueles olhos lentamente atravessam paredes…

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…find my way!!!

Georgia Hubble estava certa!! I can have it all!!! senão it all, ao menos almost of it!

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Férias, um sopro de liberdade controlado. Uma mudança, de volta ao fracasso. Um retrocesso, voltar ao útero estranho e gélido de uma desconhecida. Viver mal, desconforto mental por uma vida mais barata. Parasitar.

Qual a solução? comer peixes por que eles não tem sentimentos? Não, dessa vez eu sou o peixe! Preso num anzol bem grande, com uma corda me puxando para um lugar difícil de respirar.

Novamente dois lugares para me limitar! E eu realmente achei que tinha escapado, que ingênuo.

Me sinto velho e cansado, um bagaço cuspido após retirado todo o líquido. Uma sobra de algo que pretendia ser um homem. Inútil, acabado, irremediável.

Mas eu vou aguentar, mesmo com pequenos colapsos como esse. Faço isso em nome de J, a única coisa que importa quando dispo o mundo do que é acessório, do que é efêmero. Só J é eterna e única, o resto é deja vu, repetições de coisas e de dias.

"You can have it all", a Georgia Huble está me dizendo agora, espero sinceramente que ela esteja certa, apesar de já não confiar muito nisso.

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Fazem 20 anos que as pessoas ouvem My Bloody Valentine. Tá certo, nem todas as pessoas ouvem My bloody. 20 anos desde o primeiro ep. É impressionante o que essa banda consegue fazer comigo. Esse disco aí do lado me reabilita, me faz sentir muitas coisas, me esquecer do surrealismo da minha condição.

Eu me sinto um adolescente de novo ouvindo ele, me apaixono pela mulher cambiante das minhas memórias, "A" mulher, a ideal, a que não existe. Um romântico, My Bloody me reduz a um romântico, meio primitivo, meio místico. me faz inspirar o ar puro de fumaça de cigarro, beber a cristalina àgua ardente sentir a beleza do torto, como nas melodias doces atrás de paredões assimétricos de distorções e microfonias.

Estou balançado por alguém, alguém que não ouve my bloody, ao menos não consigo imaginá-la percebendo a beleza de cupid come ou perdendo a respiração na faixa anterior. não, ela não ouviria my bloody.

My bloody não é uma boa trilha sonora para crises existenciais, mas tudo bem, eu não sou muito bom com trilhas mesmo, vai essa.

Uma descrição do meu estado de espirito as 5:24 da manhã de um domingo que promete ser longo e tedioso como só um domingo consegue ser: eu me sinto morto, anestesiado, assexuado, em estado de animação suspensa, boiando num líquido amarelo e viscoso, sem conseguir pensar direito, sem conseguir agir, sem controle sobre o meu corpo e o meu espirito, se é que eu tenho um ainda.

My bloody é a trilha sonora do meu espaço interno, que vacila de um lado para o outro como a guitarra de only shalow. Mas essa é do outro disco…

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