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Archive for fevereiro \18\UTC 2007

O mal de hoje

Não gosto de habituar minha cabeça às doces vozes passageiras, pois o que vem à seguir é silêncio sólido e a constatação, mais uma vez, de que eu não tenho escolha.

Não me dirija palavras se elas não puderem deixar teus lábios com a ilusão de eternidade.

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Macho Ômega

Sexo é como uma ilusão de completitude, uma gana de simbiose, de fundir.

É tipo um lego, mas tu encaixa as peças e percebe que elas não encaixaram totalmente, percebe que continuam sendo duas pecinhas isoladas ainda e não um castelinho único e sólido e então encaixamos de novo, de novo, de novo…

Porque fazer isso? Porque quanto mais envolvidos e sintonizados estamos, mais parece que realmente podemos conseguir. Dá para sentir a fusão acontecendo, todos os sentidos nos enganam até que a natureza tenha desenvolvido seu propósito e nesse momento, precisamente nesse momento, a impressão é que conseguimos. E então caímos sem forças, a mente ébria da experiência.

Esse objetivo nunca alcançado, é isso que dá graça ao sexo, é isso que aproxima as pessoas, como uma promessa de terminar o isolamento, de acabar com a solidão, de transcender o invólucro de carne e penetrar mais a alma do que o corpo.

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Macho Alfa

Corre, vai, corre. Goza a vida como quem goza uma prostituta. Paga o preço pré-estabelecido e goza, sem culpas nem desculpas, sem olhar para trás. Goza sem intensidade, mas goza. Vive o momento, memento mori!!! Não derrama lágrimas, não derrama sangue, não presta socorro, aqueles que estão caídos assim o estão por própria conta.

Segue correndo, à zombar das coisas que deixou para trás. Não vacila nunca!!! Não treme a perna, não morde o beiço, não diz o teu nome. Só vai e mete fundo na buceta da vida. Com todo o vigor do teu pau, mete!!!

Depois limpa a porra nos teus trajes reais e segue em frente. Segue, sujo e limpo, segue, honesto. Segue liberto.

Não reclama tua prole, não te preocupa tampouco em contê-la, libera teu sêmen sobre tudo que existe, num jorro, agonia.

Consome tua carcaça em orgias intermináveis, em vinhos finos, venenos raros. Despe tua capa, deposita tuas armas e luta com tua faca escondida na bota.

Não há fim para essa história…

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A noite vem pousando devagar
Sobre a terra que inunda de amargura…
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura…
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura…
E eu ouço a noite a soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!
Por que é assim tão ´scura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu nem sei donde me vem…
Talvez de ti, ó noite!… Ou de ninguém!…
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!

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Conflito: do Lat. conflictu. [s. m.] choque, embate das pessoas que lutam; peleja; recontro; discussão; altercação; desordem; antagonismo; oposição; conjuntura; momento crítico.

Estou perturbado pela nova ordem dos fatores, mas com plena consciência das articulações que se desenvolvem ao meu redor. SEI onde não devo pisar, que armadilhas evitar, mas de certa forma essas possibilidades perigosas exercem uma atração imensa sobre mim.

Nos conflitos a cautela tem que ser redobrada. Passo dias traçando os contornos de continentes, oceanos, ilhas. O mapa vai se formando lentamente e o que tenho agora são apenas esses contornos.

Ainda preciso traçar o relevo, hidrografia, flora e fauna nesse mapa, preciso definir o clima e as interações entre todos esses aspectos e seus resultados.

Meu mundo é mutante, e parece que a mudança interna está ocorrendo mais rápida do que pode ser observada  e as situações externas tem acompanhado esse ritmo.

Mas de toda a mudança que se observa, o que mais desespera é saber que o quadro não vai ficar pronto dentro do prazo, é saber que o final da pintura sempre vem depois da data da entrega…

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