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Archive for março \28\UTC 2007

A Princesa Perdida

A Princesa Perdida

Era uma vez uma princesa que vivia passeando, mas um dia ela se perdeu, mas ela encontrou uma pessoa, esta pessoa era o seu pai. Ela perguntou para seu pai, onde estava a mãe dela? O pai disse que uma bruxa pegou ela, ele disse que ele tentou impedir que a bruxa pegasse ela, mas a bruxa pegou e levou ela, fez um feitiço para que ela ficasse má.

Apareceu um príncipe, e seu pai não era o seu verdadeiro pai, era outro, porque seu pai estava junto com sua mãe. Mas o príncipe disse para a princesa que o seu pai não era aquele, que o seu pai estava com a bruxa, junto com a mãe da princesa. A princesa perguntou, porque que aquele ali não era o seu pai? O príncipe disse que aquele ali não era o seu pai porque aquele ali era o seu avô que queria ser o pai dela. Mas a princesa disse que, se este não era o seu pai, o que a bruxa queria fazer com o seu pai e sua mãe? O príncipe disse que a bruxa queria deixá-los maus.

O príncipe foi lá salvar os seus pais, mas só que a bruxa impediu que o príncipe salvasse os pais da princesa, mas os pais do príncipe estavam junto dos pais da princesa. E o príncipe perguntou, porque seus pais estavam juntos dos pais da princesa? Eles responderam: Porque queríamos salvá-los e nos metemos em encrenca.

Mas daí o príncipe conseguiu salvar seu pai e sua mãe e os pais da princesa também. Daí o príncipe e a princesa viraram irmãos e viveram felizes para sempre.

Júlia Batista Casal – 5 anos, 11 meses e 25 dias (conforme ditado)

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Ser não significa sustentar indefinidamente o que se é. Na verdade o ser é apenas uma média aritmética dos estares individuais. E dessa forma, não passa de uma generalização imprecisa de estados cambiantes.

A angústia por estabilidade, baseada em nosso senso de equilíbrio, cria essa imagem distorcida do que se é. A cada segundo somos coisas diferentes, as vezes mutuamente excludentes. As vezes somos mais de um estado simultaneamente.

A essa ilusão de unidade damos o nome de “identidade”. Sobre essa sólida base construimos nossos conceitos e parâmetros e filtramos a realidade que percebemos. Com essa lente desfocada delimitamos nossos movimentos no mundo, decidindo o que podemos ou não fazer de acordo com nosso “perfil”, excluindo todas as outras possibilidades.

Essa rigida forma de conter o caos de nossas vidas permite que sejamos sempre os mesmos quando acordamos de manhã. E permite acabar com tadas as possibilidades de contato real entre indivíduos e de liberdade individual.

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Ver o mar

A vida segue em ciclos e ciclos dentro de ciclos, como as ondas provocadas por pedrinhas atiradas na água. Dentro disso estamos nós, ao sabor dessas ondas e criando as nossas próprias, o tempo inteiro.

Interferindo no fluxo do tempo e nas consequências de existir. E é tão bizarro pensar o tempo em diferentes partes de sua proporção e relatividade colossal.

O tempo que leva uma mordida no universo de uma maça sendo comida, o tempo que leva um ano em uma vida, o tempo que leva uma vida, no período de existência da Terra, o tempo da Terra no universo. ver que a nossa noção de longo prazo é menos do que irrelevante, é um completo absurdo ser cogitada quando se imagina o infinito.

Uma vida, uma gota. Não, é menos.

O tempo pode ser espaço, no fundo é a mesma coisa, uma coisa que separamos em partes para satisfazer nossas grosseiras limitações. Meus átomos existiam antes de mim e vão continuar existindo depois, sou apenas uma das combinações possíveis.

Ver o mar me dá esse sentimento. Eu ando com uma grande vontade de ver o mar. Uma irresistível vontade de ver o mar…

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