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Archive for agosto \19\UTC 2007

Tudo que eu queria agora é poder escrever os pópópó do trompete do Louis Armstrong que eu acabei de ouvir e fazer passar o que eu acabei de sentir. Mas como as palavras (onomatopéias, no caso) são paralíticas, tetraplégicas. Não exprimem nem uma pequena parte de significado. São ecos vazios de um universo de sensações. Saem incompletas e são recebidas pela metade.

Me questiono se todos não somos um pouco como o Johnny (Johnny got his gun). A comunicação é simplesmente impossível.

Talvez a maior utopia da humanidade seja a comunicação.

Perfeito, a rádio do Last.fm manda um portishead bem na hora. Perfeito.

Essa é a única comunicação que podemos, a superficial troca de informações sobre coisas superficiais. A rádio do Last.fm não sabe o que eu sinto ouvindo o Satchmo ou Portishead, não imagina a relação que a música dessas pessoas significa para mim nesse momento, apesar de mandar uma Billie Holiday na sequência, puta que pariu!

Ela apenas roda um caleidoscópio aleatório de músicas e para em alguma qualquer, a proximidade com o meu gosto é só porque é o meu gosto que alimenta a base. Mesmo tocando um Miles Davis na sequência, ela não se comunica com o significado que isso tem.

Ela está tocando Bessie Smith agora!! estou começando a me assustar!! É isso que eu tento dizer! Eu jamais entenderei totalmente o peso da frase “baby won’t you please come home” para ela! Por mais que ela seja clara em sua maravilhosa voz.

Em qualquer outra situação eu não reclamaria de ouvir Reverend Horton Heat, mas na sequência da Bessie ficou meio estranho, viram, a rádio realmente não entende muito de mim.

AAh Johnny Cash! Agora sim, uma voz bêbada o suficiente para continuar de onde a Bessie parou. Mas não adianta, nem mesmo eu entenderei totalmente esse momento depois que ele passar. Vou reler esse texto e só verei uma sombra disso tudo que eu falo aqui.

Rilo Kiley, passei. Queens of Stone Age, humm. Rilo Kiley me irritou o suficiente com sua “fofura” pra eu querer ouvir o queens.

E mais, minha falta de esperança com a impossibilidade de comunicação estava mesmo tomando uma guinada para a raiva. Coisa que ninguém vai perceber já que é impossível comunicar.

Sim, eu estou chato e repetitivo, é claro. Ninguém está entendendo o que eu estou dizendo, entende?

Pink Floyd, Empty Spaces!! Isso já é bruxaria!! Pueta que los parió!! Espaço Vazio é o problema, existe muito espaço vazio onde as idéias se perdem de uma cabeça para a outra.

Amazing Journey, do Tommy, dispensa apresentação “quem” fez essa música (não acredito que fiz esse trocadilho de novo!!). Apesar de ser uma versão ao vivo que certamente não me empolga por que eu não estava lá (sacaram?), tem tudo a ver com o que estou dizendo. Nothing to see, nothing to hear. Tommy é um exemplo da incompreensão total.

Já o Marvin Gaye que começou agora, me surpreende por eu nunca conseguir identificar o que especificamente nele me toca assim, que dá vontade de dançar chorando ou chorar dançando.

Pantera, passei.

We’ve only just begaaaaan, to live!!! Hoje é dia das vozes tristes, não tem jeito. Carpenters é outra influência magnética sobre mim, quase gravitacional.

Chico cantando a roda viva. Talvez esse cara tenha feito quase tudo com o pouco que temos como meio de expressão.

Eu estou cada vez mais convencido de que ser eloqüente é a mais pura arte da concisão. É extremamente difícil.

Belle and Sebastian me lembrando que há uma voz feminina que me impede de respirar. Esperar por ela em Beyond the Sunrise é quase como enfrentar o corredor da morte, aaah Isobel Campbell, tu nunca vai existir fora da minha mente, não do jeito que tu existe nela.

Piazzolla!!! Adios Noniño, é tango? é jazz? é erudita? Nenhuma, é bem mais do que isso, Piazzolla é religião, é fé. Piazzolla são cores contra a noite escura, não com a intenção de tornar claro, mas de apenas despejar. É distorção do espaço e do tempo, é de tirar o fôlego, é um meio de transporte, é transformar o pequeno em grande, é mover o observador, mudar as leis da física fazer com que as coisas tenham mais dimensões. É sinestesia e só eu vou entender ele assim e não vou conseguir passar isso por que é impossível comunicar.

Pulei os Mutantes, deixa que o Velvet Underground me diz mais que eles agora. Eu me pergunto hoje “what’s goes on in my mind?” é o que eu não sei, é o que ninguém vai saber porque não vai sair dali.

Eu estava querendo encerrar esse post de uma vez, um post sem sentido, ou melhor, com sentido demais, por isso incompreensível.

E não é que o Louis Armstrong está de volta com o trompete que iniciou isso tudo!! Muito bem Satchmo: pópópó pópópópópó popópópópópópó…

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Alone

Do Post secret.

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Pois é, Zé, to retomando coisas que eu fazia na adolescência. Uma delas é assistir animes, é, desenho japonês mesmo! – que o arucardo sama não leia isso!! – Mas não os desenhos que passavam na manchete na minha infância e adolescência, só assisto longas agora e tenho meus diretores preferidos, como no cinema.

O principal deles é o Hayao Miyazaki, diretor de A Viagem de Chihiro, um dos melhores, com certeza. Baixei dele – audio em japonês, legendas em “brasileiro”, viva os fansubs!! – Porco Rosso, Laputa, Kiki’s Delivery Service, Meu Vizinho Totoro, Nausicaä do Vale do Vento e Mononoke Hime. Além desses assisti, dele também, O Castelo Animado.

Comecei com o Miyazaki, acabei pegando outros do mesmo estúdio, o Studio Ghibli. Peguei: O túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata), Suspiros do coração (Yoshifumi Kondou), Neko No Ongaeshi (Hiroyuki Morita) e estou pegando Meus Vizinhos os Yamadas (Isao Takahata).

Depois do Studio Ghibli, procurei por outros animes interessantes e encontrei alguns que gostei muito: Os do Makoto Shinkai, sempre abordando amores impossíveis com uma estética muito característica. Dele eu vi: Other Worlds, She and Her Cat, Voices of a Distant Star e The Place Promised in Our Early Days e espero ansiosamente que ele conclua Byousoku 5 Centimeter per Second.

Ainda baixei Perfect Blue (Satoshi Kon) um suspense psicológico muito denso, Jin Roh: The Wolf brigade (Hiroyuki Okiura), uma história muito promissora, mas, na minha opinião, mal conduzida.

Recomendo fortemente quase todos esses. Os demais eu só recomendo. Recomendo especialmente os do mestre Miyazaki, entre eles, ainda mais especialmente: Chihiro e Porco Rosso, os melhores na minha opinião. No nível desses O túmulo dos vagalumes, só que este, se alguém for assistir, exige algumas precauções, do tipo: Avise todos os seus vizinhos que não há nada de errado, pois se você for como eu, vai chorar compulsivamente.

Se alguém tiver dicas de outros animes legais pra me dar, fique à vontade! mas não me venha com cavaleiros do zodíaco!!

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Editando o post: Acabei de assistir Meus Vizinhos os Yamadas. Cara, muito bom!!

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