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Archive for novembro \22\UTC 2007

What’s he building – Tom Waits

Whats he building in there?
What the hell is he building
In there?
He has subscriptions to those
Magazines… he never
Waves when he goes by
Hes hiding something from
The rest of us… hes all
To himself… I think I know
Why… he took down the
Tire swing from the peppertree
He has no children of his
Own you see… he has no dog
And he has no friends and
His lawn is dying… and
What about all those packages
He sends. whats he building in there?
With that hook light
On the stairs. whats he building
In there… Ill tell you one thing
Hes not building a playhouse for
The children whats he building
In there?

Now whats that sound from under the door?
Hes pounding nails into a
Hardwood floor… and i
Swear to God I heard someone
Moaning low… and I keep
Seeing the blue light of a
T.v. show…
He has a router
And a table saw… and you
Wont believe what mr. sticha saw
Theres poison underneath the sink
Of course… but theres also
Enough formaldehyde to choke
A horse… whats he building
In there. what the hell is he
Building in there? I heard he
Has an ex-wife in some place
Called mayors income, tennessee
And he used to have a
Consulting business in indonesia…
But what is he building in there?
What the hell is building in there?

He has no friends
But he gets a lot of mail
Ill bet he spent a little
Time in jail…
I heard he was up on the
Roof last night
Signaling with a flashlight
And whats that tune hes
Always whistling…
Whats he building in there?
Whats he building in there?

We have a right to know…

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Página apagada

Eu vejo ela passar, mas finjo que não. Há uma sensação ruim de página apagada. Não gosto disso, não gosto de ter memórias jogadas assim no lixo como se a vida fosse resetável, como se fosse só tirar o cartucho, assoprar e recolocar que a coisa toda continua como se nada tivesse acontecido.

Eu gosto e preservo minhas memórias, as boas e as ruins. São elas que me fazem o que sou, não apagaria meu passado, por mais que eu mesmo quisesse isso em algumas situações.

Se ela soubesse o carinho que eu sinto por ela. A forma como eu a via e ainda vejo. Os meus reais motivos… provavelmente não mudaria nada.

A página continuaria se apagando. As coisas continuariam indo embora como se nunca tivessem acontecido. Não como o trabalho do tempo, ele apenas deixa as tintas fracas, torna difícil ler as páginas. Isso é como uma borracha passada com força, para fazer apagar inclusive as marcas da pressão do lápis.

É um esquecimento induzido, pela dor e pela humilhação, um caminho sem volta.

É, não era o que eu queria,  mas foi o que eu consegui. Enfim, talvez seja justo.

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A gota cai, meus olhos acompanham a trajetória até o balde, onde a fusão com a agua acumulada provoca ondas concêntricas que se chocam com as ondas causadas pela gota anterior, formando padrões complexos de movimentação na superfície da água.

Essa goteira, eu penso, sabendo que essa constatação provocará interações complexas envolvendo a síndica do prédio, a imobiliária, o vizinho de cima, um encanador, muitos telefonemas e alguma dor de cabeça.

Em outro nível a simples menção de interações complexas faz brotar à mente o caos de contas vencidas, empréstimos, cheques e faturas que inexplicavelmente se assemelham ao efeito da gota caindo no balde.

Nada pode ser independente e toda situação carrega em sua ocorrência a onda provocada por todas as outras situações que vieram antes dela.

Eu não teria a goteira no teto e as faturas vencidas se não tivesse decidido gastar todo o meu primeiro salário com coisas efêmeras e de pouca utilidade. Isso foi há 11 anos atrás, e a vibração ainda é sentida pela goteira no meu teto.

Nesta existência, onde todas as situações são interligadas e geram consequências que se sobrepõem e se manifestam em todos os níveis, esperar que as coisas mudem sem vibrar as cordas é algo bastante ilógico e idiota.

Entretanto é o que tenho feito…

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