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Archive for fevereiro \28\UTC 2008

Diálogo

– Porra, eu sou um cara sensível!

– Viado!

– Viados gostam de dar o cu, eu não!

– Viado celibatário!

– Puta que pariu! Isso não existe!

– O Morrisey era!

– Independente disso, só por que eu me preocupo com sentimentos quer dizer que eu sou viado?

– Basicamente, sim.

– Que visão simplista da realidade essa tua!

– E que visão homofóbica da realidade essa tua! Logo tu que te diz tão sem preconceitos!

– Isso não tem nada a ver com preconceitos, não acho que seria um problema ser gay, mas o negócio é que eu não sou, e sensibilidade não tem nada a ver com sexualidade!

– Então por que historicamente as mulheres são mais sensíveis que os homens?

– Porque elas são CULTURALMENTE mais sensíveis que os homens. E mais, essa é uma pergunta retórica idiota, porque viados continuam sendo homens, logo, não deveriam ser mais sensíveis do que homens hetero.

– Essa foi uma resposta retórica idiota, não estamos falando de sexo, mas de sexualidade, e viados são mais próximos das mulheres que dos homens nesse sentido.

– Olha cara, essa discussão é sexo sim, é sexo dos anjos! Não vamos chegar a conclusão nenhuma com isso. O que importa aqui é saber por que as mulheres não gostam de caras sensíveis, ou melhor, por que elas dizem que gostam mas na real preferem quem não está nem aí pros sentimentos delas!

– É simples cara, é a seleção natural em jogo!

– Ah! Vai te foder com esse papo de seleção natural! Então vai dizer que caras sensíveis são menos evoluídos?

– Não, provavelmente são mais evoluídos, mas tem menos chance de sobrevivência.

– Ah tá!

– Claro! Pensa comigo, caras sensíveis captam muito mais do mundo ao seu redor, não? Logo demoram muito mais para tomar decisões por que tem uma quantidade muito maior de dados para analisar…

– Tá, mas isso…

– Peraí, eu sei o que tu vai me dizer! Que isso faz com que eles tenham mais chances de acertar. Eu te digo que é o contrário! Por demorar mais para decidir eles são mais vulneráveis. E é algo bastante claro, pessoas sensíveis tem uma tendência muito maior a ceder em discussões e a aceitar pequenas perdas para não prejudicar outras pessoas e este é um comportamento que não trás muitas vantagens para a sobrevivência à princípio.

– Que raciocínio perfeito o teu cara!… Para macacos!! caso não tenham te avisado, nós já descemos das árvores, sr. Darwin! Ou tu acha que essas qualidades ainda são necessárias para a sobrevivência da espécie humana?

– Claro que sim! Numa guerra, quem tem mais condições de sobreviver, o Rambo ou o Sartre? O papo dele sobre a maldição da liberdade convenceria o Rambo a não transformar ele numa peneira? Eu acho que não!

– Mas isso é apelação! Uma guerra é uma situação extrema, não tem nada a ver com o ambiente urbano civilizado, o Rambo não teria chance em Nova Iorque!

– Olha, acho que uma situação de guerra não é algo assim tão distante, cara! Mas mesmo se fosse! Suponhamos que sim, que a humanidade melhorou e não é mais necessário pensar a sobrevivência nesses termos. Tá, nesse caso talvez, caras sensíveis fossem o par ideal e pronto. Mas, pensa bem, há quanto tempo nós somos civilizados? A sensibilidade é uma qualidade importante desde quando? Meu amigo, tu só pode pensar em séculos para responder isso e estamos aí há milênios, ainda sentimos os impactos culturais da luta pela sobrevivência (eu acredito que sentimos muito mais do que isso, mas daí já é outra discussão), e se isso está na nossa cultura, imagina o nosso DNA!! Cara, todo o processo de escolha de parceiros é baseado em hormônios e instinto. Há estudos que comprovam que homens sentem mais atração por mulheres que tem o quadril pelo menos 20% maior que a cintura, porque isso indica que elas tem uma boa estrutura física para ter filhos! Tu acha que isso ainda é importante depois da cesareana?

– Olha, eu teria ressalvas quanto a esse “estudo” aí, mas continua…

– O ponto é que nosso corpo ainda reage da mesma forma primitiva e a atração sexual (e isso tu não vai me dizer que não é importante!) é comandada por ele, é pura reação química, é o processo mais instintivo que temos, e por isso, responde a critérios bem pouco racionais e objetivos. Por isso, mulheres não gostam de caras sensíveis.

– Olha meu, isso até faz sentido, mas seria considerar as mulheres totalmente burras e ignorantes, por preferirem esses atributos pré-históricos que já não são mais tão necessários. Elas podem muito bem perceber que caras como eu são melhores pra elas do que trogloditas imbecis!

– Porque considerar só as mulheres burras e ignorantes? os homens também!! Me explica então por que tu não tá com aquela guria lá, aquela que gostava de ti e te tratava bem? Por que ela era muito dependente! E isso evolutivamente é uma fria! Mas não te ofende, eu também passei pela mesma situação e reagi do mesmo jeito. É a vida, cara, é isso aí a vida. Não tem como lutar contra instintos.

– Ah! eu não penso assim, discordo de ti, eu acredito que podemos nos envolver muito mais do que só fisicamente. Acredito em sentimentos e acredito que é muito melhor amar alguém que entenda os nossos sentimentos! As relações humanas não se resumem a instintos! Somos bem mais do que isso, acho que tua visão é muito reducionista, tu não está levando em conta que somos sistemas complexos e que o instinto de procriação e preservação é só mais um ingrediente da fórmula, e nem é o mais importante!

– Bom, temos pontos de vista diferentes! Mas me ocorreu uma coisa, estamos tratando esse assunto da forma errada. É possível sim ser sensível e ser atraente, claro que é. Tu tá confundindo sensibilidade com fragilidade! E tu vai ter que me perdoar, mas ser frágil é a pior merda que alguém pode ser! E é muito diferente de ser sensível! Tu pode ser um macho alfa e ser sensível, mas não pode ser um e ser frágil. Tu pode muito bem perceber coisas sutis e saber avaliar sentimentos e mesmo assim não permitir ser prejudicado por isso. Acho que essa é a diferença fundamental!

– Sim, tu pode estar certo, talvez seja isso mesmo.

– Acho que esse papo de sensibilidade é desculpa de loser!!!

– Tá, não precisa ofender também!

– Ehehehe! É que é irresistível te sacanear, faço isso há 27 anos e ainda não perdeu a graça!!

– Ah vai à merda!

– Tá legal meu velho, hora de dormir, talvez amanhã tua cabeça esteja menos confusa um pouco. Se precisar, sabe onde me encontrar!

– Tá, boa noite!

As vezes eu gostaria de ser um pouco menos dialético!!!

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O problema do cérebro

Sabem qual é a parte mais inútil do corpo humano? O orgão mais irritante e incompetente dessa máquina de carne desengonçada?

É o cérebro. Sim, esse campeão da evolução, essa conquista da humanidade, esse truque que fez de uma espécie sem qualquer possibilidade de adaptação a um ambiente hostil, os manda-chuvas do planeta. Sim, esse orgão de ouro, que segundo alguns nos torna a espécie mais evoluída e segundo alguns outros os escolhidos de uma entidade genitora de todas as coisas.

O problema dele é que ele simplesmente não para de pensar! Procuramos nos envolver com atividades de grupo e repetição de movimentos, ingerimos substâncias tóxicas que afetam seu funcionamento, tudo isso para que por alguns minutos essa maldita máquina pare de pensar. Tentamos a todo o custo anular essa especialização evolutiva para ao menos por algumas horas agirmos apenas por instinto, mas no nível da anulação das defesas está a perda da coordenação motora (pouco adiante, de todos os sentidos).

Maldita máquina de comparação. Não podemos, sequer por instantes, encarar objetivamente uma situação. Porque não podemos responder simplesmente à lógica dos hormônios e dos instintos? Porque, antes disso temos sempre que resgatar toda e qualquer informação sobre resultados anteriores e comparar, paralisando a ação pura?

Não precisamos mais de defesas como essa, deveriamos parar de encarar as interações como processos predatórios. Quantas vezes tua vida foi ameaçada por uma tentativa de aproximação a alguma pessoa? Quantas vezes um “não” te provocou ferimentos que arriscaram a tua existência? Porque precisamos então nos proteger de coisas que não podem nos atingir?

Porque desenvolvemos processos psicológicos de proteção? porque autoestima? qual a finalidade disso tudo?

E, finalmente, por que, quanto melhor se torna, mais eu tenho medo de tentar?

Ah macacos, continuem nas árvores!!!

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Foi no extinto Cave, anos atrás, que eu conheci ela, trocamos um oi ou algo do gênero. Sabia dela só de nome e de histórias. Na verdade eu não esperava muito (nunca espero muito do rock portoalegrense e eu sei que é preconceito!). Era show de uma banda da qual eu respeito alguns músicos, mas não gosto nem um pouco. Ela tocaria violino. Foi lindo! As músicas deles até ficaram passáveis com aquele violino nervoso.

Depois vi um show da banda dela, a Monodia e adorei! Dali em diante eu iria prestar mais atenção no nome Desirée Marantes. Mas não tive mais notícias dela, por um bom tempo.

Eis então que teve a terceira Pecha Kucha no Ox/Ocidente. A primeira eu quase morri, inovador, sinestésico, altamente promissor! O pessoal dos coletivos apavorando com a arte urbana em forma cúbica: acertando os olhos, os ouvidos e o cérebro. A segunda, uma decepção quase completa, gente que não entendeu o conceito, sub-utilizando as possibilidades do formato. A terceira eu decidi fazer um melhor de 3 pra ver se eu iria na quarta. Começou bem fraquinha, powerpoint com musiquinha. Daí subiram a Desirée e o Diego Medina.

Foderam com meus miolos!! literalmente!! Sentaram no palco e brincaram com pedais nas vozes, abusaram dos efeitos, agrediram meus ouvidos num volume extremo e proposital. Microfonia e vozes bagunçadas, gemidos e no telão cenas de pornografia antiga, vintage, 50, 60, 70. Trechos de clássicos, sujeira, depravação. Aquilo e aquele som, vindo de duas crianças brincando com seus brinquedos barulhentos, foi perturbador!!! Vou ir na quarta Pecha Kucha!

Depois disso não soube mais da Desirée, agora uma artista que eu admirava muito. Até que encontrei ela naquela noite no porão do beco… Azar o dela, eu estava bêbado. Só não disse que ela era minha faixa e morava no meu peito, mas fiz toda a rasgação de seda típica. Mesmo assim ela foi super gente fina e me aturou! Até me deu um adesivo da Zombieoper, projeto dela e do Diego. Opa, Zombieoper? Eu ouvi algo sobre isso na última pecha kucha! Como sempre, a nota mental de procurar o site depois foi diluída pelas muitas camadas de cerveja que vieram na sequência. Mas agora eu tinha um adesivo no bolso!!

No dia seguinte, acordo com uma ressaca violenta, parece que tem um tijolo boiando na água dentro da minha cabeça, aos poucos as memórias da noite anterior começam a aparecer, e eu começo a pensar em me algemar em casa para não oferecer riscos à sociedade. Lentamente tudo volta em fragmentos, conforme eu confiro as minhas roupas e as fotos que eu bati. No bolso da camisa, o adesivo!! (todo amassado, que droga). Corro pro pc e abro a página, jogo a url no del.icio.us, penduro o adesivo amassado no mural e volto a dormir.

Acordo de verdade, muitas horas depois, atrasado. Passo os olhos no mural e vejo o adesivo. Deixo o disco baixando enquanto tomo banho, mando pro mp4 enquanto escovo os dentes, ligo o aparelho enquanto tranco a porta.

Eu tinha várias expectativas sobre esse trabalho. Uma delas, positiva, era ser fruto de uma parceria entre duas das mentes mais criativas da música de Porto Alegre. Outra, que me incomodava bastante, era a ambição do projeto: Uma ópera! Com libreto e tudo! Hum, será que eles conseguiriam fazer algo consistente? Há uma diferença entre fazer um disco com 12, 13 faixas de 3 a 5 minutos cada, trabalhadas individualmente, cada uma um universo fechado, no máximo na sequência planejada e fazer uma ópera!! As músicas teriam que existir sozinhas e fazer parte de algo maior, elas deveriam contar uma história e meu deus! o pior defeito da maioria das bandas é a falta de criatividade nas letras!! E o instrumental? o rock já segurou óperas com sua formação tradicional, mas isso era com o The Who e talvez o Zen Arcade do Husker Dü seja uma releitura interessante de Tommy, mas será que dois músicos portoalegrenses conseguiriam fazer algo realmente bom no formato? não era pretensão demais?

Primeiro tapa na cara: Quem disse que precisa da formação tradicional? Zombieoper não tem nada de tradicional, a não ser, talvez, o ritmo de ópera e a história épica. Talvez o mais perto disso seja o disco Yoshimi Battles the Pink Robot, do Flaming Lips. Algumas faixas até lembram de canto o Flaming Lips, mas, pessoalmente, prefiro Zombieoper. Os instrumentos são diversos e alguns bem inusitados, como gansos (sim, gansos, aquelas aves) e serrotes. Muitos estilos musicais misturados, mas o que se destaca é o experimentalismo da dupla, com muitos pedais, sonoridades diversas, mudanças bruscas de ambiente e muita cratividade. Chega a me lembrar alguns discos do Zappa nesse sentido (pronto, tô falando besteira, mas eu acho pô!).

Segundo tapa na cara: As letras são excelentes. Muito nonsense localizado e uma trama bem costuradinha, totalmente épica, inspirada em filmes de zumbi. Divertidíssima. Zombieoper é totalmente cosmopolita, ainda bem!! Nada de bairrismo, nem nas letras, nem nas vozes. Nada de clichês e piadas internas incompreensíveis.

O site é um encarte virtual lindíssimo, com as letras em forma de libreto, fotos, videos, e, é claro, os discos pra baixar.

Espero que essa dupla ainda faça muitas coisas juntos!! E espero não estar tão bêbado da próxima vez que topar a Desirée por aí (e também espero ganhar um adesivo novo, que eu não vou amassar dessa vez!).

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Absurdo!

Não sei qual o motivo de tanto alarde, as pessoas reagem assim só porque desconhecem as causas, se pensassem mais no porquê de coisas como essa acontecerem, chegariam a conclusão de que isso não é nada mais do que o esperado.

Situações como essa ocorrem todos os anos nos mais diversos lugares do mundo. O fato não está associado às causas fantásticas suscitadas por mentes fantasiosas e sim, à ocorrência natural de inúmeros fatores.

Eu poderia discorrer longamente sobre cada um dos fatores que provocaram o ocorrido, mas essa exposição de eventos corriqueiros não é necessária. Cada um pode (e vai) imaginar por si próprio as causas, tendo em mente que não passa de uma manifestação típica e até previsível de um fenômeno bastante conhecido e em geral de pouca importância.

A realidade é que quando algo tão absolutamente banal toma proporções tão catastróficas, como no caso em questão, a tendência geral é deixar de lado a explicação racional e retornar ao velho modelo de crenças e superstições. É difícil imaginar que algo que nos acompanha diariamente, algo sem o qual praticamente não se sustentariam as sociedades contemporâneas, que de tão conhecido e banal chega a ser ignorado pelas pessoas, possa ser a causa de toda essa situação calamitosa e, na busca de explicações (para não dizer culpados), a sociedade prefere ignorar o óbvio: que a tragédia foi causada por sua própria imperícia em controlar algo que lhe parecia totalmente previsível.

Obviamente alguém terá que se responsabilizar pelos danos! E isso será debitado na conta de toda a sociedade. Com algumas ressalvas, essa é a única medida justa na presente situação. E há como acreditar que um parlamentar com o peso de um mandato no senado possa ter proferido palavras contrárias a idenização das famílias? Senador, que vergonha! Mas o que esperar de uma pessoa que já se demonstrou várias vezes favorável à manutenção daquela que foi a causa principal de tudo isso?  Que valor tem para a sociedade esse tipo de representação política?

Inegavelmente há interesses excusos envolvendo os eventos que chocaram o mundo essa semana. A dimensão desses interesses e quais são os dividendos disputados ainda é nebulosa. Mas certamente alguém sairá lucrando com a dor de tantas pessoas.

A pergunta que fica é, o que aconteceu poderia ser evitado? Poderia ser medido e previsto? A resposta a essa pergunta também é bastante óbvia. Se o ambiente contento os fatores necessários para desencadear o processo era conhecido, ele poderia ter sido evitado! E essa conjuntura, como já foi dito, era conhecida de praticamente todas as pessoas que vivem em centros urbanos hoje. Logo, a precaução era não só possível como necessária! Isso nos trás de volta o questionamento do filósofo: “temos mesmo segurança do que sabemos?”

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Eu sou tarado, tenho orgulho de admitir isso. Sexo, para mim é a atividade fim da humanidade. Não estou exagerando, não estou negando a importância ou a força de todas as outras emoções. É que o sexo é o prazer mais intenso que um humano pode sentir naturalmente e, se freud estiver certo sobre o príncipio do prazer, é isso que nos impulsiona a fazer qualquer coisa.

Sexo é o envolvimento mais íntimo entre seres humanos. Escolhemos dividir nossa vida, casa e cama com a pessoa (ou as) com que fazemos sexo. Em geral é a partir do sexo que conhecemos melhor as pessoas e os pudores enfraquecem ou até deixam de existir depois dele.

Na maioria das sociedades o sexo é um bem mais importante do que qualquer outro, dividimos nossa comida, dinheiro, bens materiais com outras pessoas sem problemas, mas dividir nossos parceiros sexuais ainda é inadmissível na maior parte dos casos, e em muitos outros é possível, porém causa desconforto maior do que emprestar dinheiro.

Porque então, negar a importância crucial do sexo em nossas vidas? Ou dimínuí-lo à condição de necessidade básica?

Sim, diminuí-lo!! Sexo não é uma necessidade básica, é bem mais do que isso. Você sobrevive sem sexo, você pode até ter uma vida confortável e feliz sem sexo. Mas estará negando a realização de sua existência. Sim, sexo é isso.

Somos animais, pertencemos ao ciclo de vida e evolução. Nosso papel é procriar, nosso meio é o sexo. Nascer – crescer – reproduzir – envelhecer – morrer. Depois do sexo só há declínio. Nos preparamos para isso. Cada característica de nosso corpo é desenvolvida para isso.

É claro que nós humanos conseguimos burlar a natureza. Procriação não é mais o propósito de cada indivíduo. Temos meios bastante seguros e temos motivos (os mesmos que nos impulsionaram a procriar) para evitar a proliferação da espécie.

Mas também é verdade que mudamos apenas o comportamento em relação a procriação, o processo biológico continua o mesmo. As recompensas continuam sendo o mais forte estímulo para a cópula e o prazer sexual o mais forte estímulo humano. Ainda configuramos nossa sociedade e nossas relações em torno do sexo.

O apelo publicitário mais forte é o sexual. O discurso do consumo é o da atração. O entretenimento de massa sempre explorou aspectos da relação sexual direta e indiretamente. Conservadores e liberais defendem o sexo, seja na persona da família, seja na liberdade sexual. Não há força maior que o sexo para os animais humanos.

Por isso não consigo conceber o porquê da demonização do sexo. Existem vários argumentos, o que me convence mais é o da relação de poder. Manter o sexo sob controle é controlar a maior força humana.e isso gera toda a relação de interesse e medo que acompanha o poder em qualquer nível. Isso explicaria as reações absurdas quanto ao sexo.

Sendo parte essencial de nosso objetivo no mundo, o sexo deveria ser mais respeitado. Sendo um dos principais fatores da realização humana, o sexo deveria ser incentivado e deveria ser prioridade em todas as sociedades, no mesmo nível da saúde, habitação e alimentação. Governos deveriam promover campanhas para que nenhum cidadão ficasse sem sexo!

Pessoas famosas deveriam visitar comunidades carentes, asilos, creches comunitárias, orfanatos e socializar seu sexo com os menos favorecidos, já que, normalmente, a fama dessas pessoas está diretamente ligada ao consumo de seu apelo sexual. Seria como um retorno para a sociedade do investimento feito.

Deveria ser preocupação de qualquer sociedade a redução da desigualdade de realização sexual. Seriam adotas medidas sociais: casas de prostituição públicas, com contratações mediante concurso público, como forma de garantir o acesso da população sem atrativos sexuais ou “portadores de necessidades sexuais especiais (PNSE’s)”. Gastos com prostituição particular deveriam ser deduzidos do imposto de renda.

Ações afirmativas, como reserva de vagas em festas de universidade para os PNSE’s, ou vagas especiais em estacionamentos de motéis. Programas de aprendizado de técnicas sexuais minimizariam o grande problema de milhares de adolescentes e nerds. E o programa de iniciação sexual do governo, traria a satisfação sexual para um contingente enorme de PNSE’s.

São atitudes simples que podem tornar o mundo muito mais civilizado e agradável de viver.

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Goodnight ladies
ladies goodnight
It’s time to say
goodbye, let me tell you, now

Goodnight ladies
ladies goodnight
It’s time to say
goodbye

Now, all night long
you’ve been drinking your tequilla
But now you’ve sucked
your lemon peel dry, so why not get high, high, high and
Goodnight ladies
ladies goodnight

Goodnight ladies
ah, ladies goodnight
It’s time to say
goodbye

Goodnight sweet ladies
ah, ladies goodnight
It’s time to say
goodbye, bye-bye

Ah, we’ve been together
for the longest time
But now it’s time to get high
come on, let’s get high, high, high
And goodnight ladies
ladies goodnight

Oh, I’m still missing my other half
oh, it must be something I did in the past
Don’t it just make you wanna laugh
it’s a lonely Saturday night

Oh, nobody calls me on the telephone
I put another record on my stereo
But I’m still singing a song of you
it’s a lonely Saturday night

Now, if I was an actor
or a dancer who is glamorous
then, you know, amorous life would soon be mine
But now the tinsel light of star break
is all that’s left to applaud my heart break
and eleven o’clock I watch the network news

Oh, woh, woh, something tells me that you’re really gone
you said we could be friends
but that’s not what’s not what I want
Ah, anyway, my TV-dinner’s almost done
it’s a lonely Saturday night
I mean to tell you, it’s a lonely Saturday night
One more word, it’s a lonely Saturday night

[Lou Reed]

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The Whirligig Beetles are wary and fast with an organ to detect the ripples.

The Arachnid Moths lay their eggs inside other insects along the borders of fields or roads in clusters of white cocoons.

The Ribbed Pine Borer is a longhorn beetle, their antenna’s are half the length of their body and they feed on dead red pine.

Robber Flies, with their immobile heads, inject a paralyzing fluid into their prey that they snatch from life in mid-air.

The Snow Flea’s mode of locomotion, strange and odd, with a spiny tail mechanism with hooks and a protracted tube from the abdomen to enable moisture absorption.

The female Praying Mantis devours the male while they are mating. The male sometimes continues copulating even after the female has bitten off his head and part of his upper torso.

Every night wasps bite into the stem of a plant, lock their mandibles into position, stretch out at right angles to the stem and, with legs dangling, they fall asleep.

If one places a minute amount of liquor on a scorpion, it will instantly go mad and sting itself to death.

The Bombardier Beetle, when disturbed, defends itself by emitting a series of explosions, sometimes setting off 4 or 5 reports in succession. The noises sound like miniature popgun blasts and are accompanied by a cloud of reddish coloured vile smelling fluid.

It is commonly known that ants keep slaves. Certain species, the so-called Sanguinary Ants in particular, will raid the nests of other ant tribes and kill the queen and then kidnap many of the workers. The workers are brought back to the captor’s hive where they are coerced into performing menial tasks.

And as we discussed last semester, the Army Ants will leave nothing but your bones.

Perhaps you’ve encountered some of these insects in your communities, displaying both their predatory and defense characteristics, while imbedded within the walls of flesh and passing for, what is most commonly recognized… as human

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