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Archive for abril \17\UTC 2008

Meu bem, eu te disse já aqui que as coisas não são simples e não fazem sentido. Reitero essa crença. Sim, crença, pois idéias e palavras não são confiáveis, nem mesmo estas.

Sentido é algo que nós inventamos para mapear as coisas, para poder esperar por elas. O que nos torna humanos, é, talvez, a nossa capacidade de prever. Saber o que vai acontecer em uma certa circunstância, com um certo número de fatores que podemos perceber influenciando essa circunstância. Damos sentido para as coisas para que elas possam ser analisadas dessa forma. Dar sentido é como dar nomes, é como uma linguagem de esperança, esperança de que o que vai acontecer não nos cause mal. Só prevemos que um trem chegará ao seu destino porque sabemos que o sentido dos trens é chegar a algum lugar. Eles não precisam, não tem qualquer obrigação de fazer isso. Esperar algo assim de uma pilha de ferro não faria sentido. Damos o sentido as coisas para que se tornem previsíveis.

Isso funciona muito bem, meu amor, funciona muito bem com nossos engenhos materiais. Daí, tentamos estender isso aos nossos universos internos. Da mesma forma como nos preocupa que nosso trem não chegue ao nosso destino, nos preocupa saber que qualquer lugar poderia ser o nosso destino, que temos poder de decisão.

O sentido e os valores das coisas subjetivas são atribuídos por nós mesmos, na tentativa de tornar aquela possibilidade a única viável. É uma forma de nos enganarmos sobre a liberdade que temos, e sobre a dor da escolha.

Por isso querida, desconfie de tuas certezas, nunca deixe que algo te pareça absoluto. Tudo que parece absoluto se desfaz com o vento.

Não deixe que tuas crenças te impeçam de ver que as coisas podem ser exatamente como precisamos que sejam.

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Imagem da web, escolhida pela Júlia.

Era uma vez uma princesa que vivia muito feliz no seu castelo.

Um dia quando ela estava passeando pela floresta, ela encontrou uma árvore que era muito velha, daí a princesa quis saber porque que as arvores não falavam, daí a princesa descobriu que a árvore tinha um ovo de páscoa lá em cima e também a arvore tinha uma cara de coelho.

Daí a arvore falou com a menina, que na verdade era uma princesa, e a princesa disse: -Quem disse isto?

E a árvore disse: -Foi eu que disse isto porque eu queria perguntar se você queria este ovo que esta dentro de mim, ele é na forma de um coração.

A princesa respondeu: -Você pensa que eu seria boba de arrancar um coração de uma árvore?

Daí a arvore disse que este ovo não era o coração dela, mas era um presente pra uma princesa que cuidasse muito bem dela. Daí a princesa quis ser esta pessoa e cuidou muito bem da árvore.

Daí um dia, um coelho foi até a árvore porque queria muito uma árvore que tinha cara de coelho pra ele cortar e fazer dela a casa dele. Mas daí o coelhinho achou a árvore, aquela que tinha o coração dentro né. E quando o coelho estava afiando os seus dentes pra cortar a árvore, a menina saiu do castelo correndo e ficou na frente da árvore, e o coelho já estava se preparando…

Então a menina disse: -Seu coelho você não entende, eu tenho que proteger esta árvore porque quero ser a dona do coração que está nela, por favor, procure outra árvore que eu faço tudo o que o sr. quiser, até corto a porta, mas não encoste nesta árvore, e por favor não corte esta árvore, você pode vir visitar ela e pode dar algumas cenouras pra ela e eu dou água e se você tiver umas vitaminas de árvore, por favor, dê para ela.

E o coelho disse: -Sim eu faço isto pra senhora, mas com uma condição, faça uma árvore para mim com porta e cara de coelho.

A princesa disse: -Esta bem eu faço isto para o senhor. E sr. só mais uma coisa, você pode me ajudar a encontrar o caminho do meu castelo?

Daí o coelho ajudou a princesa e os dois começaram a fazer amizade.

Um dia o pai do coelho, que ainda estava novo, porque o coelho era uma criança e já queria ter sua própria casa, o coelho percebeu que a princesa tinha esquecido da casa com cara de coelho dele, então como ele já sabia o caminho da casa dela ele foi ate lá e disse pra princesa: -Princesa então você esqueceu da minha arvore? Então a princesa disse que ia só trocar de roupa e ia correndo lá com o coelho, mas o coelho cansou de esperar a menina, porque ela tinha que fazer umas coisinhas, uns desenhos. Daí a princesa terminou de fazer os desenhos, e foi almoçar.

Daí a princesa terminou de almoçar e foi lá com o coelho. Os dois acharam uma árvore. A menina tinha esquecido a faca de cortar árvores em casa e voltou pra casa e pediu emprestada pro seu irmão a faca de cortar árvores. Daí ela foi lá com o coelho, eles cortaram a árvore da forma que o coelho indicou, daí a princesa disse pro coelho que ela ia andar um pouco na floresta, ela foi e se perdeu e não sabia que estava na parte, bem pertinho da casa da pior bruxa do reino inteiro.

Daí o irmão dela que descobriu que ela estava demorando muito e foi procurar ela na parte onde ela estava, mas daí a bruxa já tinha pegado ela, por sorte que seu irmão tinha trazido a espada emprestada de seu pai, e seu irmão foi salvar a princesa, a salvou.

Daí a princesa foi até a árvore receber o coração e todos viveram felizes pra sempre.

Júlia Batista Casal [7 anos e 8 dias]

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Acorda com aquela sensação de fora do corpo, como se ele [o corpo] não respondesse mais a comandos seus. Anda cambaleante até o banheiro e joga água gelada no rosto. Nesse processo recupera as memórias da noite passada. Não, dessa vez não encheu a cara, não precisou disso para se embriagar.

O que salta em sua cabeça provoca um sorriso e uma certeza. Certeza de que poucas coisas poderiam desmoronar esse sorriso naquele dia que começava

Toma banho e sai, pendura a bolsa no ombro e sente uma ardência… Realmente, esse sorriso vai durar…

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