Feeds:
Posts
Comentários

Archive for junho \28\UTC 2009

E aqui estamos mais uma vez rasgando a noite, sem pudores, sem valores. Qual a finalidade disso? Qual o resultado disso? Quando isso acaba?

Não temos resposta, nem para essas, nem para nenhuma outra pergunta. Só temos impulsos. Contrários a qualquer recomendação de bom senso, simplesmente seguimos noite adentro, por becos escuros e cantos inabitáveis, intransitáveis. Preferimos esses lugares, são mais acolhedores.

Sabemos qual vida deveríamos ter e por quais ruas deveríamos andar, mas há algo que nos impele, algo que nos conduz ao medonho, ao obsceno, ao imoral.

De alguma forma irracional também sabemos que isso é natural e incontrolável. Que executamos um papel importante. Tão importante quanto as profissões mais respeitáveis: somos tão necessários quanto médicos e padres.

Executamos um algoritmo de contenção da espécie, de autodestruição, tão importante quanto o da sobrevivência. Somos os mais capazes, os únicos que podem fazê-lo.

Somos a escória, assassinos, ladrões, advogados. Somos pivetes drogados, entorpecidos pelo crack, prostitutas transmitindo doenças venéreas, bêbados que batem nas esposas, psicopatas, esquizofrênicos, suicidas. Somos ditadores do oriente médio e skinheads, arruaceiros agitadores e senadores corruptos. Somos aqueles que afundam, em declínio direto, em queda livre. E levamos o que podemos, convertemos mais que as religiões.

Temos trabalhado muito, muito mesmo para consertar os erros da espécie, para conter o desastre eminente. Somos acionados em momentos críticos, quando a humanidade sai da linha.

Se a espécie sobreviver a sí mesma, seremos os salvadores…

E não receberemos nenhum crédito por isso.

Anúncios

Read Full Post »

Não esperar

É a velha letargia que atinge os ossos novamente. É uma espécie de desespero, na acepção do termo, desesperar = perder a esperança. Reações histéricas não são verdadeiramente desesperadas, nelas, de alguma forma, se espera que os gritos sejam ouvidos.

Desespero é não gritar mais por entender que não adianta. É se entregar ao vício da apatia, ao conforto da conformidade. É encontrar uma porta fechada e não querer abrir, não se importar com o que há do outro lado. É dar crédito ao fato racional e cruel de que nunca se chega ao horizonte. Isso é desespero real e é disso que eu tenho mais medo!

Read Full Post »

Marte em sagitário

O que eu vejo de especial em mulheres que tem comportamento sexual promíscuo, que parecem buscar apenas sexo lascivo, sem qualquer apego emocional?

Qualquer um responderia: “Ora cara, tu procura por sexo lascivo, sem apego emocional!”.

Mas não, não é assim que funciona! É por essas que eu me apaixono! São as que me derrubam! As carinhosas, as legais, as que esperam que eu ligue depois e mande mensagens, com essas eu sempre fui frio e até cruel algumas vezes!

Já imaginei uma porrada de motivos para isso. Devo ter encaixado isso em todas as teorias da psicologia, psiquiatria, filosofia, religião e até matemática. Mas nunca achei uma resposta que me satisfizesse.

Talvez eu as veja como mais fortes do que eu. E queira elas porque sou covarde demais para ser a parte forte da relação. Ou porque eu queira ser igual a elas. Ou por que elas assim se pareceriam o suficiente com a minha mãe, e daí eu me sentiria mais seguro, apesar do paradoxo de sentir insegurança perto delas. Ou ainda auto punição por alguma culpa recalcada, por querer afogar minha mãe com meu mijo na mais tenra infância, ou querer matar a minha irmã por ciúme?

Só aí já vão váááárias escolas de psicologia e psicanálise.

Bom, talvez seja o tal sensation seeking pegando, afinal, quer estado de alerta maior que a incerteza que elas provocam?

Bom, tanto faz a origem do problema, psíquica ou neuro-bio-química, construção social ou vontade divina, não importa. O que me intriga é: Porque? Buceta! Porque eu tenho que curtir me colocar em situações e agir da forma que eu mais odeio que ajam comigo??? E pior, não é só comigo, parece ser fenômeno geral!!!

O foda é que, pelo menos na minha não tão vasta experiência, o sexo com elas é sempre muito bom. São libertas de tabus e de pudores excessivos. admitem sua sexualidade de forma bastante natural, até mesmo algum desvio ou outro. Admitem gostar de pau!! Via de regra.

Seguem seu próprio prazer e o ritmo natural e não ficam se preocupando se estão agradando ou não. Claro que estou generalizando, claro que estas características podem não estarem associadas a este fenômeno e ser apenas minha falha de interpretação, por não ter uma amostra estatisticamente válida (olha a matemática aí).

Mas por enquanto é o que eu pude perceber. E por enquanto, isso vem ampliando o que eu sinto em relação aos contratos convencionais de posse e exclusividade em relacionamentos: Não são naturais. São baseados em insegurança e medo. São garantias contra o terror da solidão, de acabar assumindo sozinho seu próprio destino.

O que chamamos de amor, e o que celebramos em casamentos, é a negação da liberdade individual e da responsabilidade total sobre as escolhas individuais.

Por isso o fascínio e o medo que mulheres libertas nos causam. Por isso que elas foram (e ainda são) perseguidas e mal vistas, taxadas de vagabundas. Por isso os respeitáveis pais de família escolhiam esposas submissas e se divertiam com as mulheres livres nos bordéis e por isso o sexo se tornou algo vergonhoso e perverso.

E por isso somos todos neuróticos…

Read Full Post »

Amor

Um dia o mundo acabará, e estaremos lá nós dois. Não sei com quem tu estará, não sei se ainda lembrará de mim, mas eu pensarei em ti.

Não sei como será, talvez eu veja um clarão e uma nuvem de poeira e tudo então seja tragado pelo caos.  No momento em que eu entender o que está acontecendo, quando eu perceber a inevitabilidade de tudo, pensarei em ti.

Pensarei em ti como nunca pensei. Não da forma como pensava antes, não da forma como penso agora. Será algo novo e tu será nova pra mim…

Read Full Post »