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Archive for the ‘Olhos’ Category

Foi no extinto Cave, anos atrás, que eu conheci ela, trocamos um oi ou algo do gênero. Sabia dela só de nome e de histórias. Na verdade eu não esperava muito (nunca espero muito do rock portoalegrense e eu sei que é preconceito!). Era show de uma banda da qual eu respeito alguns músicos, mas não gosto nem um pouco. Ela tocaria violino. Foi lindo! As músicas deles até ficaram passáveis com aquele violino nervoso.

Depois vi um show da banda dela, a Monodia e adorei! Dali em diante eu iria prestar mais atenção no nome Desirée Marantes. Mas não tive mais notícias dela, por um bom tempo.

Eis então que teve a terceira Pecha Kucha no Ox/Ocidente. A primeira eu quase morri, inovador, sinestésico, altamente promissor! O pessoal dos coletivos apavorando com a arte urbana em forma cúbica: acertando os olhos, os ouvidos e o cérebro. A segunda, uma decepção quase completa, gente que não entendeu o conceito, sub-utilizando as possibilidades do formato. A terceira eu decidi fazer um melhor de 3 pra ver se eu iria na quarta. Começou bem fraquinha, powerpoint com musiquinha. Daí subiram a Desirée e o Diego Medina.

Foderam com meus miolos!! literalmente!! Sentaram no palco e brincaram com pedais nas vozes, abusaram dos efeitos, agrediram meus ouvidos num volume extremo e proposital. Microfonia e vozes bagunçadas, gemidos e no telão cenas de pornografia antiga, vintage, 50, 60, 70. Trechos de clássicos, sujeira, depravação. Aquilo e aquele som, vindo de duas crianças brincando com seus brinquedos barulhentos, foi perturbador!!! Vou ir na quarta Pecha Kucha!

Depois disso não soube mais da Desirée, agora uma artista que eu admirava muito. Até que encontrei ela naquela noite no porão do beco… Azar o dela, eu estava bêbado. Só não disse que ela era minha faixa e morava no meu peito, mas fiz toda a rasgação de seda típica. Mesmo assim ela foi super gente fina e me aturou! Até me deu um adesivo da Zombieoper, projeto dela e do Diego. Opa, Zombieoper? Eu ouvi algo sobre isso na última pecha kucha! Como sempre, a nota mental de procurar o site depois foi diluída pelas muitas camadas de cerveja que vieram na sequência. Mas agora eu tinha um adesivo no bolso!!

No dia seguinte, acordo com uma ressaca violenta, parece que tem um tijolo boiando na água dentro da minha cabeça, aos poucos as memórias da noite anterior começam a aparecer, e eu começo a pensar em me algemar em casa para não oferecer riscos à sociedade. Lentamente tudo volta em fragmentos, conforme eu confiro as minhas roupas e as fotos que eu bati. No bolso da camisa, o adesivo!! (todo amassado, que droga). Corro pro pc e abro a página, jogo a url no del.icio.us, penduro o adesivo amassado no mural e volto a dormir.

Acordo de verdade, muitas horas depois, atrasado. Passo os olhos no mural e vejo o adesivo. Deixo o disco baixando enquanto tomo banho, mando pro mp4 enquanto escovo os dentes, ligo o aparelho enquanto tranco a porta.

Eu tinha várias expectativas sobre esse trabalho. Uma delas, positiva, era ser fruto de uma parceria entre duas das mentes mais criativas da música de Porto Alegre. Outra, que me incomodava bastante, era a ambição do projeto: Uma ópera! Com libreto e tudo! Hum, será que eles conseguiriam fazer algo consistente? Há uma diferença entre fazer um disco com 12, 13 faixas de 3 a 5 minutos cada, trabalhadas individualmente, cada uma um universo fechado, no máximo na sequência planejada e fazer uma ópera!! As músicas teriam que existir sozinhas e fazer parte de algo maior, elas deveriam contar uma história e meu deus! o pior defeito da maioria das bandas é a falta de criatividade nas letras!! E o instrumental? o rock já segurou óperas com sua formação tradicional, mas isso era com o The Who e talvez o Zen Arcade do Husker Dü seja uma releitura interessante de Tommy, mas será que dois músicos portoalegrenses conseguiriam fazer algo realmente bom no formato? não era pretensão demais?

Primeiro tapa na cara: Quem disse que precisa da formação tradicional? Zombieoper não tem nada de tradicional, a não ser, talvez, o ritmo de ópera e a história épica. Talvez o mais perto disso seja o disco Yoshimi Battles the Pink Robot, do Flaming Lips. Algumas faixas até lembram de canto o Flaming Lips, mas, pessoalmente, prefiro Zombieoper. Os instrumentos são diversos e alguns bem inusitados, como gansos (sim, gansos, aquelas aves) e serrotes. Muitos estilos musicais misturados, mas o que se destaca é o experimentalismo da dupla, com muitos pedais, sonoridades diversas, mudanças bruscas de ambiente e muita cratividade. Chega a me lembrar alguns discos do Zappa nesse sentido (pronto, tô falando besteira, mas eu acho pô!).

Segundo tapa na cara: As letras são excelentes. Muito nonsense localizado e uma trama bem costuradinha, totalmente épica, inspirada em filmes de zumbi. Divertidíssima. Zombieoper é totalmente cosmopolita, ainda bem!! Nada de bairrismo, nem nas letras, nem nas vozes. Nada de clichês e piadas internas incompreensíveis.

O site é um encarte virtual lindíssimo, com as letras em forma de libreto, fotos, videos, e, é claro, os discos pra baixar.

Espero que essa dupla ainda faça muitas coisas juntos!! E espero não estar tão bêbado da próxima vez que topar a Desirée por aí (e também espero ganhar um adesivo novo, que eu não vou amassar dessa vez!).

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Êxtase

A música é criada pelas notas dos perfumes e da textura, de vozes embargadas, de pernas tremendo, olhos semi-cerrados, notas de luxúria pura, de gostos, de fusão.

A melodia é improviso, é bela, é forte, é quente. É como prisão e liberdade. Cativeiro voluntário. Cativeiro de sonhos e promessas, escondidas em curvas perfeitas. Em mechas de cabelo, enganando e misturando os sentidos, o cheiro da cor, o toque da voz, a sinestesia total.

Não há raciocínio possível, a única consciência é a da noite e dos sentidos, o único fluxo permitido é o prazer das sensações.

Por trás dos cabelos um sorriso, repleto de significados, mais significados do que palavras disponíveis para descrever. É jazz convoluto e primitivo, é a densa névoa que encobre a razão. É bruxaria,  ofício de eras ancestrais.

É algo que nem mesmo a chuva insistente nem os dias doentes de hoje vão conseguir apagar de mim.

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Alone

Do Post secret.

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Pois é, Zé, to retomando coisas que eu fazia na adolescência. Uma delas é assistir animes, é, desenho japonês mesmo! – que o arucardo sama não leia isso!! – Mas não os desenhos que passavam na manchete na minha infância e adolescência, só assisto longas agora e tenho meus diretores preferidos, como no cinema.

O principal deles é o Hayao Miyazaki, diretor de A Viagem de Chihiro, um dos melhores, com certeza. Baixei dele – audio em japonês, legendas em “brasileiro”, viva os fansubs!! – Porco Rosso, Laputa, Kiki’s Delivery Service, Meu Vizinho Totoro, Nausicaä do Vale do Vento e Mononoke Hime. Além desses assisti, dele também, O Castelo Animado.

Comecei com o Miyazaki, acabei pegando outros do mesmo estúdio, o Studio Ghibli. Peguei: O túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata), Suspiros do coração (Yoshifumi Kondou), Neko No Ongaeshi (Hiroyuki Morita) e estou pegando Meus Vizinhos os Yamadas (Isao Takahata).

Depois do Studio Ghibli, procurei por outros animes interessantes e encontrei alguns que gostei muito: Os do Makoto Shinkai, sempre abordando amores impossíveis com uma estética muito característica. Dele eu vi: Other Worlds, She and Her Cat, Voices of a Distant Star e The Place Promised in Our Early Days e espero ansiosamente que ele conclua Byousoku 5 Centimeter per Second.

Ainda baixei Perfect Blue (Satoshi Kon) um suspense psicológico muito denso, Jin Roh: The Wolf brigade (Hiroyuki Okiura), uma história muito promissora, mas, na minha opinião, mal conduzida.

Recomendo fortemente quase todos esses. Os demais eu só recomendo. Recomendo especialmente os do mestre Miyazaki, entre eles, ainda mais especialmente: Chihiro e Porco Rosso, os melhores na minha opinião. No nível desses O túmulo dos vagalumes, só que este, se alguém for assistir, exige algumas precauções, do tipo: Avise todos os seus vizinhos que não há nada de errado, pois se você for como eu, vai chorar compulsivamente.

Se alguém tiver dicas de outros animes legais pra me dar, fique à vontade! mas não me venha com cavaleiros do zodíaco!!

*****

Editando o post: Acabei de assistir Meus Vizinhos os Yamadas. Cara, muito bom!!

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Créditos da imagem

A foto do cabeçalho do blog é do Guilherme.

Consegui ela por intermédio da Cassie!

A idéia é desta mente doente mesmo.

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Imagem aí de cima

Agora que o wordpress.com liberou, eu vou trocar de imagem como troco de cueca (uma vez por semana).

Essa daí é de uma foto do William Gottlieb. É a 52nd Street, no Harlem, em Nova York, por volta de 1945. Nesse lugar, nessa época, Dizzy Gillespie e Charlie "Bird" Parker fundaram o Be Bop. Além deles outras figuras que não tinham mais o que fazer a não ser inventar a melhor música do mundo, como Thelonious Monk, Bud Powell e Max Roach davam as caras por lá.

Era lá que funcionavam, além de um monte de outros, o Tree Deuces (que aparece aí na foto) e, principalmente, o Minton's Playhouse. Um lugar mitológico onde essa gurizada ia brincar de fazer milagre. Lugarzinho massa né? até lembra um pouco a Lima e Silva, não acham? hehehehhehe

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Esses são os quadros e posteres que quero pendurados nas minhas paredes. O mais importante é o que foi no post anterior (pq é a burbles, e eu preciso…). O nome dele é "Nude with abstract painting" e é do lichtenstein (baita novidade).

Bom, aí vão eles. Se você é meu amigo, parente, vizinho, colega, conhecido, etc e quer me ver feliz, me dê um desses de presente!!!! (hehehehe)

Ah, e sim, estou de bom humor outra vez (espero que dure).

Um dali bem louco e safado!!!Mais um lichtenstein, mais uma burbles!

A Noite Estrelada, clássico do Van Gogh
Com esse pixies eu mato duas, um pixies, e uma mulher seminua!

Uma foto do mestre

Guru Orwell

O Velho safado

Moore, o ogro mor, mago de Northampton.

Esse é pra Burbles ficar feliz e querer me visitar

Uma variante do velho safado

Sonho e morte. bom, de sandman vai uma pra cada perpétuo

Maus

E mais um montão de outras que eu posto aqui quando tiver saco.
Bah, vai ficar muito kitsch, mas foda-se. As paredes são minhas eeheheheh

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