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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Não esperar

É a velha letargia que atinge os ossos novamente. É uma espécie de desespero, na acepção do termo, desesperar = perder a esperança. Reações histéricas não são verdadeiramente desesperadas, nelas, de alguma forma, se espera que os gritos sejam ouvidos.

Desespero é não gritar mais por entender que não adianta. É se entregar ao vício da apatia, ao conforto da conformidade. É encontrar uma porta fechada e não querer abrir, não se importar com o que há do outro lado. É dar crédito ao fato racional e cruel de que nunca se chega ao horizonte. Isso é desespero real e é disso que eu tenho mais medo!

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Marte em sagitário

O que eu vejo de especial em mulheres que tem comportamento sexual promíscuo, que parecem buscar apenas sexo lascivo, sem qualquer apego emocional?

Qualquer um responderia: “Ora cara, tu procura por sexo lascivo, sem apego emocional!”.

Mas não, não é assim que funciona! É por essas que eu me apaixono! São as que me derrubam! As carinhosas, as legais, as que esperam que eu ligue depois e mande mensagens, com essas eu sempre fui frio e até cruel algumas vezes!

Já imaginei uma porrada de motivos para isso. Devo ter encaixado isso em todas as teorias da psicologia, psiquiatria, filosofia, religião e até matemática. Mas nunca achei uma resposta que me satisfizesse.

Talvez eu as veja como mais fortes do que eu. E queira elas porque sou covarde demais para ser a parte forte da relação. Ou porque eu queira ser igual a elas. Ou por que elas assim se pareceriam o suficiente com a minha mãe, e daí eu me sentiria mais seguro, apesar do paradoxo de sentir insegurança perto delas. Ou ainda auto punição por alguma culpa recalcada, por querer afogar minha mãe com meu mijo na mais tenra infância, ou querer matar a minha irmã por ciúme?

Só aí já vão váááárias escolas de psicologia e psicanálise.

Bom, talvez seja o tal sensation seeking pegando, afinal, quer estado de alerta maior que a incerteza que elas provocam?

Bom, tanto faz a origem do problema, psíquica ou neuro-bio-química, construção social ou vontade divina, não importa. O que me intriga é: Porque? Buceta! Porque eu tenho que curtir me colocar em situações e agir da forma que eu mais odeio que ajam comigo??? E pior, não é só comigo, parece ser fenômeno geral!!!

O foda é que, pelo menos na minha não tão vasta experiência, o sexo com elas é sempre muito bom. São libertas de tabus e de pudores excessivos. admitem sua sexualidade de forma bastante natural, até mesmo algum desvio ou outro. Admitem gostar de pau!! Via de regra.

Seguem seu próprio prazer e o ritmo natural e não ficam se preocupando se estão agradando ou não. Claro que estou generalizando, claro que estas características podem não estarem associadas a este fenômeno e ser apenas minha falha de interpretação, por não ter uma amostra estatisticamente válida (olha a matemática aí).

Mas por enquanto é o que eu pude perceber. E por enquanto, isso vem ampliando o que eu sinto em relação aos contratos convencionais de posse e exclusividade em relacionamentos: Não são naturais. São baseados em insegurança e medo. São garantias contra o terror da solidão, de acabar assumindo sozinho seu próprio destino.

O que chamamos de amor, e o que celebramos em casamentos, é a negação da liberdade individual e da responsabilidade total sobre as escolhas individuais.

Por isso o fascínio e o medo que mulheres libertas nos causam. Por isso que elas foram (e ainda são) perseguidas e mal vistas, taxadas de vagabundas. Por isso os respeitáveis pais de família escolhiam esposas submissas e se divertiam com as mulheres livres nos bordéis e por isso o sexo se tornou algo vergonhoso e perverso.

E por isso somos todos neuróticos…

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